Cinema: Saltburn é o retrato de uma obsessão
Após surpreender a comunidade cinematográfica com o drama feminista “Bela Vingança” (2020), que lhe rendeu indicações ao Oscar de Melhor Filme, Direção e Roteiro Original (ganhando esta última), a britânica (e também atriz) Emerald Fennell tornou-se uma promessa dentre a nova geração de cineastas. Seu mais recente trabalho, que dividiu opiniões de crítica e de público, sendo também esquecido na temporada de premiações, foi o drama “Saltburn” (2023, foto), em que conhecemos o tímido Oliver (o ótimo Barry Keoghan de “O Sacrifício do Cervo Sagrado”, 2017), que, nos anos 2000, não consegue enturmar-se com os (as) colegas na célebre Universidade de Oxford (Reino Unido), por ser um dos raros alunos de origem humilde, sem dinheiro para acompanhar as noitadas de farras e bebedeiras.
Tudo muda, quando ele conhece o galante e rico Felix Catton (Jacob Elordi, o Elvis de “Priscilla”, 2023), de quem se torna um grande amigo, fazendo com que seja convidado para passar as férias de verão na mansão da família de Felix, a “Saltburn” do título.
Logo a amizade vira paixão e obsessão, com o manipulador e psicopata Oliver, totalmente fascinado com aquele suntuoso estilo de vida, infiltrando-se na família de Felix, composta pelo pai James Catton (o veterano Richard E. Grant de “Poderia Me Perdoar?”, 2018), a mãe, Elspeth Catton (a ótima Rosamund Pike de “Garota Exemplar”, 2014) e a irmã, Venetia Catton (a irlandesa Alison Oliver de “Conversas Entre Amigos”, 2022). Com algumas reviravoltas, surpresas, e cenas de nudez, que podem espantar algumas plateias, o controverso “Saltburn” é de conferência obrigatória. #Saltburn
Por Muniz Filho
@CineMuniz

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